Vi no GNT e realmente foi bacana mesmo
o desfile do Ronaldo Fraga, só com crianças e idosos.
Foi ousado, espetacular, no sentido literal da palavra, e
principalmente emocionante, a julgar pelo post do petisco de hoje:
Ronaldo Fraga é um contador de histórias e neste quesito ele é imbatível. Poucas foram as vezes em que eu vi todos os convidados aplaudirem o desfile em pé. E uma destas foi hoje com “Tudo é risco de giz”, do Ronaldo Fraga. Não só aplausos, como lágrimas de homens feitos.
O cenário da passarela eram monstros-marionetes, comandados por pessoas com vestes quase cirúrgicas. Todos de branco, com capuz e emborrachados no estilo Crocs nos pés. Mas eles ainda não eram os protagonistas desta história…
Entram em cena senhorinhas vestidas com macacões, vestidos com recortes usados com legging perfurada, vestidos-paletós e sapatilhas de bico fino, ou, uma versão divertidíssima de sapatilha-rato! “Essa é a Laís, a primeira a ter a representação da Lurex no Brasil”, pontua Regina Guerreiro na cadeira ao lado, e continua: “Daqui a três anos eu já posso desfilar”, diz ao rir de si mesma.
Os acessórios são um caso a parte. O melhor amigo de Marilyn Monroe, o diamante, aparece no anel com versão lúdica e oversized no material do quadro-negro. Tanto os homens quanto as mulheres usavam colares ou broches com plaquinhas (mini quadro-negro) com frases ou palavras como amor. Tão divertido quanto eram as bolsas: ora em formato de mão, ora boca. A esta geração juntou-se uma turma de crianças, com peças ilustradas: relógios, monstros, árvores, cabides. Nos pés, as sapatilhas-ratos, e nas mãos, as bolsas que devem ser a febre invernal.
Vale ressaltar: os monstros são “personagens-bonecos espelhos do homem comum, pendurados com o velho vestido esquecido no cabide”, parte da história “Giz”, de Álvaro Apocalypse (1937 - 2003)."
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